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ESPELUNCA - blogue de ademir assunção


PIVA VIVO ENTRE VIVOS

 

Duas leituras festejam na próxima semana a poesia daquele que escreviveu: “no momento sou um deus devasso / no parapeito frágil do destino”:







Escrito por ademir assunção às 22h04
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NA MORAL


Fique muito atento àqueles que babam e vibram e se exaltam diante de um linchamento, seja ele físico ou moral.

Fique muito atento àqueles que clamam por Justiça mas fazem questão de ignorar que Justiça precisa ser feita com base na Verdade.

Fique muito atento àqueles que não querem saber a Verdade. Só querem o linchamento como Justiça.



Escrito por ademir assunção às 00h07
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William Blake
recriado por Augusto de Campos



Escrito por ademir assunção às 00h06
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NA NOITE DE NATAL DO HOMEM SOLITÁRIO

 

Como ser ouvido em meio a tantos gemidos, tantos gritos?

Prazer & dor.

Na sala vazia

a televisão dispara sua mercadoria.

É o garoto que grita as ofertas do dia.

Lá fora é o pipocar de pirotecnias no escuro

e a herpes na boca da menina.

Lá fora é o dedo na besteira

e um aleijado coçando as costas

com um pedaço de bambu.

Na mesa é a fruta coberta por moscas

e a toalha de café seco

e a palma da minha mão tão áspera como a folha de papel.

Um dente no fundo dói

na noite de natal do homem solitário.

Restos de panetone e pizza.

A louça toda suja fedendo azedo.

Será que vai ter que ficar na memória,

assim, martelando por todos os tempos,

a cena de sexo da qual eu não estava presente?

É noite de natal e o porteiro me liga,

meio bêbado, meio triste:

- Feliz natal!

Estamos ambos muito sozinhos...

Para as moscas não existe natal,

por isso elas me fazem companhia,

portanto, de hoje em diante,

faço parte do Clã das Moscas.

Somente hoje entendi o significado da frase

“Jogado às moscas.”

Mas o cigarro está junto a mim.

Aquele que me levará ao túmulo

não me desgruda,

em mim tão colado e forte

como se fosse minha áspera pele,

meu olho ressecado ou meu saco tão murcho.

Como esse catarro crônico que trago no peito.

Como essa indelicadeza com as palavras.

Como essa má vontade em descer e desejar

um feliz natal ao porteiro bêbado,

Tão solitário e jogado às moscas como eu.

 

 

Augusto Capucho

(um poeta que bem merece ser mais conhecido)
do livro “A Dança das Nuvens Sobre os Mortos” (2001)



Escrito por ademir assunção às 00h04
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