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ESPELUNCA - blogue de ademir assunção


PATRULHAS DOS ESPAÇOS

Patrulheiros são sempre um saco.  E há patrulhas de ambos os lados. De maneira totalmente desigual, aliás. Por exemplo: basta eu dizer que respeito José Genoíno ou Gushiken, que nunca foram meus amigos pessoais, e um monte de patrulheiros já me ACUSA de petista, mensaleiro, vagabundo e por aí afora. Entra por um ouvido e sai pelo outro.



Escrito por ademir assunção às 20h50
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A VIDA ESTÁ AÍ, BEM À SUA FRENTE

 

Numa época de mega acontecimentos, um haikaizinho só pra festejar os micro acontecimentos:

lua quase cheia

gatas gemem

a noite inteira



Escrito por ademir assunção às 20h47
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ROCK’N’RIO?

 

David Guetta, Ivete Sangalo, Bonde das Bonecas!!! Como diria minha avó: Jesus amado: isso aí é rock'n'roll?

Não, vó: isso aí é business man making money.



Escrito por ademir assunção às 14h47
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POUCO?

Nunca ganhei prêmios com minha poesia – não corro atrás deles e também não escrevo para ganhá-los. Mas a poesia me deu grande parte dos meus melhores amigos e amigas – que compartilham o mesmo interesse vívido pela arte em geral e pela poesia em particular. Muitos dos meus melhores vôos de pensamento e das minhas emoções mais profundas vieram através da poesia ou foram traduzidos em poemas. Quando releio ou escuto alguns poemas, escritos por mim ou por outros poetas, falados ou cantados, ainda sinto, muitas vezes, a pele se arrepiando. Alguns poemas até me provocaram lágrimas furtivas e, muitas vezes, disfarçadas, para que ninguém notasse. Muitos poemas me desassossegaram de tal maneira que me fizeram mudar de rumos, sair por aí, procurar outras ruas. A poesia me deu até algum dinheiro, para mim e para os músicos que tocam comigo – não o suficiente para sobreviver, mas isso não importa, eu me viro de alguma forma. A poesia me deu, sobretudo, um norte, mesmo que seja um norte desnorteado. Um jeito de observar as coisas. Um sentido, mesmo quando tudo em volta não tem o menor sentido, e por isso mesmo, um sentido. A poesia me deixa mais vivo e mais atento, não tenho dúvida alguma.

Você acha pouco?



Escrito por ademir assunção às 14h02
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ALMAS BEM PEQUENAS

Se você é preto, se você é gay, se você é índio, se você é mulher, se você é boliviano, se você é tudo isso e pobre, se você é tudo aquilo que a machonaria branca nova rica ascendente despreza (mesmo disfarçando) e teme (também disfarçando), fique sabendo que eu não sou preto, nem gay, nem índio, nem mulher, nem boliviano, e nem tão pobre, mas não estou nem aí com o que a machonaria branca nova rica ascendente pensa, despreza ou teme: se você é gente boa, puxe a cadeira, peça uma breja, um uísque, uma cachaça ou uma água, e entre na conversa. Temos pouco tempo e a Terra continuará girando, independente de nós ou deles.



Escrito por ademir assunção às 13h58
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FAZENDO MUITA FALTA

 

 

Não tem como esquecer uma coisa dessas. Puta saudade, brother. Revendo reouvindo suas palavras melodias harmonias e seu canto dolorido não tem como não lembrar de Augusto de Campos escrevendo sobre Torquato Neto (sem a menor intenção de chamar ninguém pra briga, a essa altura, porque a tristeza é muito maior): “neste deserto / com tantos lite-ratos dando sopa / se vendendo por um lugar ao sol / você deu as costas ao lugar e ao sol”. Se houver mesmo um outro lugar, e se eu for digno dele, quero te reencontrar, meu amigo, e continuar aquele papo bruscamente interrompido. São Paulo de Tharso, velai por nós.

 

 

CONTRA O VENTO

 

Hoje acordei achando o mundo muito feio

O céu tão baixo que eu podia até tocá-lo com os dedos

A angústia a raiva vil a dor o desalento

Eu só queria os teus braços mas querida não há tempo

 

Sigo sozinho contra tudo e contra o vento

Eu bebo eu caio eu recomeço o movimento

Me reinvento nos labirintos da cidade

Minha afeição eu a perdi com a idade

 

Se nasceu um deus é porque outros já morreram

Nada em mim é mais risonho tudo em mim é sofrimento

Os dias vãos cheios de (....) e desassossego

Eu só queria os teus braços mas querida não há tempo

 

Sigo sozinho contra tudo e contra o vento

Eu bebo eu caio eu recomeço o movimento

Me reinvento nos labirintos da cidade

Minha afeição eu a perdi com a idade

 

E o teu corpo é o meu desespero

Verso que roubei de um companheiro

A lua grande cheia redonda me mete medo

A tua voz na noite todo o meu tormento

 

Sigo sozinho contra tudo e contra o vento

Eu bebo eu caio eu recomeço o movimento

Me reinvento nos labirintos da cidade

Minha afeição eu a perdi com a idade

 

Paulo de Tharso



Escrito por ademir assunção às 21h42
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