Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Ademir Assunção (site)
 Rebelião na Zona Fantasma
 Distribuidores revista Coyote
 Mario Bortolotto
 Rodrigo Garcia Lopes
 Claudio Daniel
 Edvaldo Santana
 Marcelo Montenegro
 Jotabe Medeiros
 Marcelino Freire
 Maurício Arruda Mendonça
 Luis Nassif caso Veja
 Alice Ruiz
 Reporter Brasil
 Adriana Brunstein
 Daniella Angelotti
 Ana Paula Sousa
 Rodrigo Carneiro
 Paulo Henrique Amorim
 Ana Peluso
 Carlos Carah
 Luana Vignon
 Ricardo Aleixo
 Fernanda D'Umbra
 Luis Nassif
 Douglas Diegues
 Ricardo Carlaccio
 Sonia Alves Dias
 Artur Gomes
 Marcelo Sahea
 Monica Berger
 Ana Maria Ramiro
 Márcio Scheel
 Maléfico Bar
 Danny Boy
 Atrito Art Editorial
 Paulo de Tharso
 Paulo Stocker
 Pierre
 Revista Zunái
 Chacal
 Lu Vitaliano
 Augusto de Campos
 Frederico Barbosa
 Amiri Baraka (em inglês)
 Maria Esther Maciel
 Blocos
 Tanto
 Virna Teixeira
 Nei Lisboa
 Sebo Bactéria - livros raros
 Linaldo Guedes
 Angeli
 Os Satyros
 Geórgia (Ponto Gê)
 Allan Sieber
 Zeca Baleiro
 Paulo de Toledo
 Pop Box
 Lau Siqueira
 Kitagawa
 La Carne
 Carlos Reichenbach
 Ferréz
 Makely Ka
 Germina Literatura
 Torquato Neto
 Pesa-Nervos
 Márcio Américo
 Eduardo Rodrigues
 Miguel do Rosário
 Bárbara Lia
 Revista Germina
 Camaleoa
 Audio Poesia (Duca)
 Beto (quadrinhos)
 William Burroughs (em inglês)
 Mulheres Suicidas
 Pedro Alexandre Sanches
 Rubens K
 Cultura e Mercado
 Agência Carta Maior
 Rubens Pillegi
 Boca Quente
 Zema Ribeiro
 Cachorro Manco
 Bêbados Habilidosos
 Paulo Leminski
 Paralelos
 Cassiano Vianna
 Leo Lobos
 As escolhas afectivas
 Robert Míssil
 Rodrigo de Souza Leão
 Wilson Luques Costa
 Estrela Leminski
 Publish News
 Music News
 Paulinho Assunção
 Karen Debértolis
 Cidadão do Mundo
 Vitor Novais
 UBU WEB
 Thadeu Wojciechovsky
 Xico Sá
 Greta Benitez
 Ikaro Maxx
 Rosella
 Revista Fórum
 Nelson Peres
 Radio Zero
 Alberto Guzik
 Neuza Pinheiro
 Laura Fuentes
 Adriana Godoy
 Juvenal Pereira
 Turiba
 Galeno Amorim
 Bloqueiros Desocupados
 Artur Gomes
 Flavio Moura


 
ESPELUNCA - blogue de ademir assunção


NEI LISBOA: PRONTA-ENTREGA

Essa me lembra ruas de Porto Alegre. Manhãs de outono. Calçadas cobertas com folhas de ipê roxo. Olhares cúmplices no meio da noite. E uma certa delicadeza que anda se perdendo por aí.



Escrito por ademir assunção às 12h14
[] [envie esta mensagem] [ ]



MAIA

 

 

 

Algumas notícias chegam como um soco de Mike Tyson no meio da cara. Essa é foda. Acabo de saber que meu amigo Reinaldo Maia se foi. Infarto, hoje de manhã. Maia era uma das cabeças do grupo teatral Folias D’Arte, junto com Marco Antônio Rodrigues. O velório vai ser lá no Galpão do Folias, a partir das 20 horas. Porra. Vai em paz aí, meu irmão.



Escrito por ademir assunção às 16h29
[] [envie esta mensagem] [ ]



NÃO DEU NA TV

Trechos de uma entrevista de Noam Chomsky à The Real News Network. Não tem nada daquele linguajar pedante e obscuro dos economistas que trabalham para os interesses privados (como fiéis e ameaçadores pitbulls). Bem fácil de entender. Bem fácil. Se liga aí:

“Com os grandes bancos, como o Bank of America, um dos maiores problemas é que ninguém sabe o que se passa lá dentro. São aparelhos muito opacos e que fazem muitas manipulações - não são eles que vão falar. Por que o fariam? De fato, quando a Associated Press enviou jornalistas para entrevistar os gestores do banco e lhes perguntaram o que fizeram com o dinheiro do TARP (programa governamental de recuperação de ativos problemáticos), eles simplesmente riram. Disseram: "Vocês não têm nada com isso. Somos empresas privadas. A tarefa do serviço público é a de nos dar fundos, mas não de saber o que estamos fazendo." Mas o governo podia descobrir facilmente - nomeadamente, assumindo o controle dos bancos.”

“Antes de mais nada, para começar, significaria que o governo não resgataria os bancos, aplicaria capital mas exerceria o controle. E controle começa com a inspeção. Assim, descobrimos o que eles estão fazendo. Em seguida, mantemos as partes viáveis. E se são viáveis deveriam ser postas sob controle público. O governo poderia ter comprado a AIG ou o Citigroup por muito menos do que está gastando agora. Numa sociedade democrática, o governo deveria seguir os interesses do povo, e haver um compromisso público direto no que estas instituições devem fazer e como elas devem distribuir o seu dinheiro, em que termos, etc. Podiam ser democraticamente geridas pelos seus trabalhadores, pela comunidade.”

 

“Não é preciso usar a palavra "nacionalização" se ela incomoda as pessoas, mas alguma forma que permitisse que investigadores independentes, investigadores do governo tivessem acesso aos livros e descobrissem o que eles estão fazendo, quem deve o quê a quem, que é a base de qualquer forma de mudança.”

 

“Veja, o homem mais rico do mundo, Bill Gates. Como é que ele se tornou o mais rico? Muito do que ganhou veio de dinheiro público.”

“No essencial, o sistema funciona assim: o público paga os custos e assume os riscos, e os lucros são privatizados.”

 

“Quando se pensa em nacionalização, o sistema doutrinal, por razões históricas, associa nacionalização a uma espécie de Big Brother que toma o controle e dá ordens ao público. Mas não tem de ser necessariamente assim. Há muitas instituições nacionalizadas que funcionam de forma bastante eficiente. Veja o exemplo do Chile, que é supostamente a imagem de marca das economias de livre-mercado Thatcheristas/Reaganistas. Uma grande parte da economia é baseada na muito eficiente produtora de cobre, a Codelco, que foi nacionalizada por Allende, mas era tão eficiente que durante os anos de Pinochet nunca foi desmantelada.”

 

Se quiser ler a entrevista na íntegra (e vale muito a pena) clique aqui.



Escrito por ademir assunção às 15h42
[] [envie esta mensagem] [ ]



HOJE

 

AMANHÃ



Escrito por ademir assunção às 12h32
[] [envie esta mensagem] [ ]



DEPOIS EU DIGO

Essa frase de Itamar Assumpção tem ressoado nas paredes internas do meu crânio: Tenho um amigo chamado Arrigo. O resto, depois eu digo. Na verdade, não é uma frase, nem sequer um verso. É uma canção inteira. Só isso: Tenho um amigo chamado Arrigo. O resto, depois eu digo. Qual o significado de ela ter grudado na minha cabeça? Sinceramente, não faço a menor idéia.



Escrito por ademir assunção às 11h58
[] [envie esta mensagem] [ ]



MARAMGONI

 

Não sou muito chegado em galerias (exceto a Coletivo, da amiga Lu). Normalmente acho uns lugarzinhos metidos a besta, com gente mais ainda. Nos Jardins, então, valha-me Deus. Mas essa exposição eu tô afim de conferir.



Escrito por ademir assunção às 11h45
[] [envie esta mensagem] [ ]



PLINIO MARCOS EM DOSE DUPLA

 

 

Quero ver essas duas montagens. Plínio Marcos não brinca em serviço.



Escrito por ademir assunção às 11h28
[] [envie esta mensagem] [ ]



VAIDADES, BLOQUEIOS E INCÊNDIOS

 

 

Charlie Meadows (John Goodman): As vezes faz tanto calor que quero largar a pele.

 

Barton Fink (John Turturro): (após um longo silêncio): Mas, Charlie, por que eu?

 

Charlie: (gritando) Porque você não ouve. (Mais calmo, quase docemente): Vamos lá, Barton, você acha que conhece a dor? Acha que infernizei sua vida? Olhe para esta espelunca. Você é um turista com uma máquina de escrever, mas eu moro aqui. Não entende isso? Você entra na minha casa queixando-se que eu faço muito barulho.

 

Barton: Desculpe.

 

Charlie: Não peça desculpa.

 

Quiser saber o contexto em que acontece essa conversa, veja o filme: Barton Fink, dos irmãos Cohen



Escrito por ademir assunção às 16h32
[] [envie esta mensagem] [ ]



TUDO GIRANDO

 

Gosto de frequentar alguns lugares. Mas tenho visto cenas e ouvido crocodilagens que me cansam essa alma já bem cansada. Muita fissura no ar. E essa fissura me enche. Os papos se repetem. As caras se repetem. As ilusões se repetem. Bobagem. Coisa minha. Gosto de encontrar meus amigos, falar bobagens, rodopiar como um pião. Não estou interessado em fofocas. Estou interessado em boas conversas. E, se possível, em amizades e amores verdadeiros. E ontem na mercearia eu estava com cinco amigos. E ao menos estava divertido. Ao menos não falamos mal de ninguém. Apenas inventamos conversas desconexas para disfarçar a dor de cada um. No fundo, a impressão é essa. E eu tenho a mesma impressão do casalzinho que passa pela calçada de mãos dadas. Então, continuamos conversando, bebendo como ursos polares e comprando velhos vinis na madrugada. Mas até disso eu estou cansado. A última imagem que me lembro: eu entregando três vinis que Carcarah tinha acabado de comprar e esquecera no balcão da Mercearia. O carro amanheceu dentro da garagem. Não sei como cheguei até a cama. Sei que acendi um incenso pra Lua. Meu anjo da guarda deve estar em algum lugar por aí. Hoje o mundo acordou rodando. E eu sei que ele vai continuar rodando. E agora vou ver mais um pedaço de Barton Fink. Não sou o primeiro. Não serei o último. Grandes amores podem se derreter como o cubo de gelo dentro do copo de uísque. A ilusão pode durar pouco. Que seja. O desrespeito machuca mais do que uma pedrada.



Escrito por ademir assunção às 13h53
[] [envie esta mensagem] [ ]



É COM VOCÊS, ESCRITORES

 

Não sei se todos estão acompanhando. Uma nova lei, que substitui a Rouanet (mas não acaba com ela, ao contrário do que os barões da cultura dizem) vai ser enviada ao Congresso Nacional. Para votação. A pressão contrária vai ser brutal. Por quê? Há muita grana envolvida na parada. E os barões da cultura e as grandes empresas não querem perder a mamata de fazer marketing privado com dinheiro público.

 

A nova lei propõe a incrementação do Fundo Nacional de Cultura. Na minha opinião, é um mecanismo que vai favorecer os independentes. E os barões da cultura não querem isso. O texto da nova lei está disponível para consulta pública no site do Ministério da Cultura. Todo mundo pode opinar (de preferência, com propriedade, sabendo o que está falando).

 

No nosso caso, dos ESCRITORES, ainda há uma distorção. Continuam nos colocando no guarda-chuva do “Livro e Leitura”. Eu cansei de falar contra isso nas reuniões que participei. Uma bosta isso. Livro é livro, é o produto. Literatura é o que vem antes: a arte literária. Livro é o produto industrial das editoras. Literatura pode se manifestar em outras formas: revistas, sites, cds, cds-rom, jornadas literárias, encontros de escritores com leitores, enfim, uma infinidade de outras coisas que não se resumem ao livro.

 

A nova lei cria o Fundo Setorial das Artes que inclui, repare bem, teatro, circo, dança, artes visuais e música. Reparou? Literatura não está incluída aí, como arte. Eu estou cansado de bater na mesma tecla. Estou também sem tempo (preciso batalhar minha própria sobrevivência). Mas sugiro que todos os escritores que ainda têm alguma consciência façam uma coisa simples: entrem no site no Minc, sigam ao link da consulta pública da nova lei e exigam que a literatura seja considerada como uma arte. Que ela saia do guarda-chuva “livro e leitura” e passe para o Fundo Setorial das Artes. Só assim, a criação literária poderá receber recursos públicos, justos, através de editais públicos, e não sob a (má) vontade de um gerente de marketing de uma grande empresa (que nunca está interessado num projeto literário).

Depois, não adianta espernear quando barões da cultura surgirem com projetos mirabolantes. A oportunidade é agora. Se mexam. Todos os outros setores estão se mexendo. O link do Ministério da Cultura é esse aqui: http://www.cultura.gov.br/site/ À direta no site você vai ver de forma bem visível: Reforma da Lei Rouanet. É ali.



Escrito por ademir assunção às 10h59
[] [envie esta mensagem] [ ]



NUMA MANHÃ DE SEGUNDA

Eu gosto do slogan do blogue da Adriana Brunstein: “Porque a mentira pode ser o que ela quiser. Menos um tiro na cara”.



Escrito por ademir assunção às 10h15
[] [envie esta mensagem] [ ]



DOMINGO DE PÁSCOA

 

Kitagawa, autor da arte, é um herege. Com certeza vai ser excomungado pelo bispo lá do Pernambuco.



Escrito por ademir assunção às 12h48
[] [envie esta mensagem] [ ]




[ ver mensagens anteriores ]